Abracadabra

Se uma criança dissesse que viu um cavalo voando, qual seria a sua reação?

Muito possivelmente acharia um absurdo, afinal, cavalo não voa! Afagaria a cabeça da criança e, no máximo, diria: ‘- Nossa! Que legal!’, mas no fundo você teria a plena convicção que aquilo não passava de imaginação. E se não fosse mentira? E se na verdade a percepção daquilo que encanta está nos olhos de quem vê?

abracadabra
Abracadabra: a magia acontece bem na frente dos seus olhos

Em algum momento da vida, durante o processo natural de amadurecimento, passamos a não enxergar o mundo com os olhos de uma criança mas sim com os olhos de adultos que agora somos. Com isso, deixamos passar alegrias e momentos únicos que só são possíveis serem capturados pelo simples ato de olhar. Ainda que isso seja bíblico, em 1 Coríntios 13:11 está escrito mais ou menos assim: “Quando eu era criança, pensava como criança, sentia e falava como criança. Quando cheguei à idade adulta deixei para trás as atitudes próprias das crianças.”, é preciso que de vez em quando passemos a olhar as coisas sob uma ótica diferente.

É notório que nos anos iniciais da vida de uma criança elas estão propensas a assimilar tudo mais rápido, aprendem novas línguas com uma facilidade extrema, o cérebro mais que dobra de tamanho na primeira infância e tudo isso faz com que elas se deslumbrem com coisas simples, pois tudo é novidade, um aprendizado imperdível e único. Um pirulito que ganham ou, ainda, uma borboleta voando sobre as flores a ponto de fazer com que corram ao seu encontro com um sorriso gostoso é suficiente para que por um instante fiquem cegas a ponto de concentrarem toda a sua felicidade naqueles ínfimos segundos.

À medida que crescemos perdemos a alegria natural de olhar e perceber as coisas ao nosso redor, tudo é imediato, instantâneo e, regrado seguindo o ponteiro do relógio. Não nos deixamos levar por bobagens e coisas simples, afinal, elas tiram a nossa concentração e não temos mais tempo para essas coisas de “criança”.

Ainda que difícil, quando adultos podemos ter esses instantes em que parece que ficamos presos em um tempo só nosso, concentrados em algo que nos cega por uma fração de segundos a ponto de não percebemos o mundo ao nosso redor, pois, todo nosso entusiasmo está direcionado a algo invisível para a maioria, algo que não é visível com os olhos de adulto. Quando vemos esse “algo” temos a certeza que estamos vendo com os olhos de uma criança, estaremos vendo com o coração.

Autor: Rodrigo Azevedo da Costa

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