Aprendendo a aprender

Talvez uma das habilidades mais inatas do ser humano é a capacidade de aprender. Já reparou que até, por volta dos dois anos, mais ou menos, as crianças tem um pico de crescimento muito maior do que em qualquer outra fase da vida? Não vamos falar sobre os motivos ou circunstâncias nas quais isso ocorre mas, a questão principal é a habilidade que as crianças tem de aprender algo unicamente por observação e repetição.

O desejo pelo aprendizado contínuo deve ser igual ao de uma criança…

Quando bebês não sabem falar mas de tanto observarem e estarem próximos às conversas, a fala dos pais, ao sotaque, ao idioma acabam incorporando esse conhecimento e a partir dali expande-se um mundo de possibilidades. Quando ainda não sabem andar, arriscam-se a equilibrar-se um pouco para saber o que se pode fazer ficando em pé, dão os primeiros passos se apoiando no sofá ou, em alguém, até se sentirem seguros para dar andarem sozinhos. Eles arriscam, acertam depois de várias tentativas e, melhoram pela repetição.

O ato de andar é o primeiro sinal de “emancipação” de um bebê, seguidos de uma bicicleta para as crianças e, um carro para os jovens. As crianças quando tentam andar sozinhas ou, falar, se arriscam a uma ação totalmente desconhecida por elas. Não conhecem a própria capacidade e por não conhecê-la de fato, não enxergam limitações, exploram, fazem experiências, criam estórias, aprendendo continuamente.

Em alguma fase da nossa vida, nós perdemos esse gosto pelo risco. O que não faz muito sentido, uma vez que temos mais potencial, condições, recursos, autoconhecimento de nossas capacidades e mesmo assim, nos vemos limitados ou, pior, acabamos nos limitando. Paramos de aprender coisas novas e ficamos repetindo o que já sabemos… Funciona, é verdade, mas isso é pouco. Talvez seja um pouco de aversão pelo julgamento alheio, receio de mostrar que não se sabe algo e se está, simplesmente, aprendendo. As crianças não tem essa percepção.

Quando estamos em nossos papéis na sociedade (trabalho, comunidade, família) nos cercamos de coisas que conhecemos e temos sob controle. Isso gera a conhecida zona de conforto. O aprendizado contínuo possibilita que aumentemos essa zona um pouco de cada vez. Aumentando-a nos colocamos sempre em movimento, passamos a ter domínio sobre mais ferramentas, desenvolvemos outras habilidades, criamos infinitas possibilidades e construímos outras relações.

“Busque sempre aprender, um pouco de cada vez. O aprendizado contínuo nos leva à perfeição. Fazer menos do que se pode é ir contra a natureza para a qual somos designados.”

Autor: Rodrigo Azevedo da Costa

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