Gostaria

Gostaria vem do verbo gostar, do latim gustãre (tomar o gosto a). Outra informação importante a cerca desse verbo é que ele se encontra no futuro do pretérito do indicativo, ou seja, refere-se a um fato que poderia ter acontecido posteriormente a uma situação passada. Existem ainda, outras possibilidades de uso mas, essa é a que mais gosto. Deixa bem claro que se refere a algo que por algum motivo não aconteceu.

É engraçado perceber como aos poucos vamos acumulando muitos futuros do pretérito ao longo de nossa vida. Muitos desejos, vontades, e objetivos vão sendo deixados para trás por algum motivo qualquer, ou força maior. “Eu gostaria de viajar para Paris”, “Eu gostaria de trabalhar com outra coisa”, “Eu faria tudo diferente se pudesse”, e assim, pouco a pouco, vamos nos cercando de “ias” quando na verdade deveríamos fazer o esforço necessário para acumular futuros do presente – algo que, com certeza irá acontecer ;D

Troquemos o gostaria por gostarei!

Vontades, serão sempre vontades. Até surgir a coragem!

zenilde lima

Isso tem muito a ver com a percepção que cada pessoa tem daquilo que importa para si. Alinhar os esforços para uma direção, com os objetivos claros em mente talvez seja o melhor caminho para alcançar o que se deseja. Não adianta querer abraçar o mundo com as pernas, não dá! Inicialmente, devemos nos limitar a fazer o que está a nosso alcance com aquilo que possuímos, só depois estaremos prontos para fazer algo que realmente queremos.

Imagine alguém que gostaria de pular de paraquedas. A pessoa fica com esse desejo em mente, e sempre que vê um paraquedista imagina a sensação, a adrenalina dos segundos antes do pulo, e pensando no dia que vai pular. Mas… simplesmente não o faz, por algum motivo que desconheça ou, talvez, essa vontade não esteja entre as suas prioridades para realização. Saber identificar as coisas que não são prioritárias para nós, ajuda e muito na decisão de que rumo vamos seguir.

A nossa vida é uma luta constante entre a realização daquilo que queremos versus a não realização – e compreensão – daquilo que achávamos que gostaríamos de fazer em determinado momento. Existem dias que nossos desejos e vontades são maiores do que nossas necessidades, e conciliar nossas vontades com nossas prioridades é de suma importância para um equilíbrio saudável.

Aquele que não tem a coragem necessária para fazer, apenas aprecia o momento, não o vive por completo!

Autor: Rodrigo Azevedo da Costa

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