Seja importante

Tem um livro do professor Mário Sérgio Cortella chamado “Viver em paz para morrer em paz”, e lá ele faz um questionamento muito válido para todos nós, a pergunta é:

” – Se você não existisse, que falta faria?”

Quando a gente lê pela primeira vez, talvez a importância e profundidade dessa pergunta passem desapercebidos, mas à medida que os anos vão passando, os objetivos vão sendo alcançados, outros sendo definidos, prioridades e relacionamentos sendo revistos, a gente se dá conta que naturalmente pensamos dessa maneira, alguns passam a temer a morte, mas não nos preocupamos com a nossa importância na vida das pessoas, apenas com a nossa partida.

Importe-se com os outros e serás importante!

Morrer todo mundo vai, devemos priorizar as coisas que temos poder de decisão e ação direta. Precisamos perceber as coisas com as quais devemos gastar tempo: relações, ensinamentos que queremos passar aos nossos filhos, momentos alegres e de comemoração com pessoas próximas. Tudo isso acumulado ao longo dos anos gera lembranças e nos dá um sentimento de nostalgia de uma época em que, pelo menos naquele retrato do tempo, a felicidade existia.

Não devemos nos preocupar com nossa morte, mas sim com nossa importância. Quem é importante faz falta, fica sempre na memória e no coração, é incorporado e se eterniza junto àqueles que permanecem.

A palavra importante tem sua origem no Latim importans, de importare, “ser significante em”, originalmente “trazer para”, formado por in-, “em” + portare, “levar, carregar”. E como fazer para se tornar importante? A resposta é: importando-se com os outros, com as palavras ditas nos momentos difíceis, nos risos partilhados em momentos de alegria, nos ensinamentos passados adiante, no companheirismo e cuidados quando necessário.

À propósito, ser importante não é o mesmo que ser famoso. Existem pessoas importantes que não são famosas – trabalhadores, pais, mães, filhos, estudantes, assim como, existem pessoas famosas que não tem nenhuma importância para você. Isso é muito nítido nos dias de hoje com tanta exposição e compartilhamento de tudo a todo instante, muitas vezes, aplaudimos, idolatramos e ficamos cegos ao ponto de esquecer nossas relações pessoais e momentos que verdadeiramente agregam em nossas vidas.

E mais, não precisa estar junto a todo instante querendo preencher todos os momentos da vida das pessoas, olha o exagero. Tem pessoas que nos alegram com a sua ausência, outras só de lembrar do jeito, outras pessoas já estão mortas, mas não sabem disso, já não amam, não trabalham, não sentem que tem um propósito maior de vida, apenas passam pelos dias… É como já foi dito: “O homem começa a morrer na idade em que perde o entusiasmo.”

Aprende a viver bem, e bem saberás morrer.

confúcio

Se vamos morrer com toda a certeza, então vamos fazer a máximo possível para termos a vida dos nossos sonhos, sendo importantes para nós – num primeiro momento – e, em seguida, nos tornarmos importantes para aqueles que queremos bem. Existe vida mais fácil, vida melhor, vida mais rica, mas de nada adianta se não estivermos em paz conosco, não pudermos nos eternizar na vida das pessoas e, tomar uma taça de vinho no fim do dia. Sejamos importantes!

Autor: Rodrigo Azevedo da Costa

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