Risco extremo, prazer máximo

Quem já fez algum esporte radical, ou qualquer outra atividade que envolva risco extremo, sabe que existe um momento que é muito importante para quem a realiza. Certamente, existe uma fração de tempo imaginária que determina e define o resultado desejado, ou o resultado catastrófico. Imagine um paraquedista segundos antes de saltar do avião, e segundos antes de puxar a cordinha que abre o paraquedas, é o instante máximo de tempo que vai fazer com que ele alcance o resultado de satisfação e euforia extrema, ou tristeza.

Só ganha quem está disposto a arriscar!

Muitas vezes passamos por momentos assim e não nos damos conta, claro que não com a mesma intensidade, ou noção de perigo iminente, mas que possibilitam os mesmos tipos de resultado: caso tomemos a decisão correta, obtemos êxito, caso contrário, ficamos com um sentimento de amargura por não ter conseguido fazer o que desejávamos naquele momento, ou ainda, muito pior, em alguns casos podemos perder muito mais do que estamos realmente dispostos.

Para chegar nesse ponto de decisão é preciso muito preparo e controle emocional. Mesmo tudo em perfeito equilíbrio acontecem adversidades para as quais nunca nos preparamos o suficiente e que só saberemos como lidar no instante em que elas aparecem.

Imagine um mergulhador iniciante que vai fazer o seu primeiro mergulho junto com um instrutor bem capacitado e preparado em águas até então calmas e sem histórico de ataques, legal né? E se do nada aparecer um tubarão? Como cada um vai lidar com a situação? Não sabemos. Entenda, mesmo com todo o preparo do mundo, momentos adversos que promovem satisfação têm junto de si instantes de risco máximo que não sabemos como lidar quando acontecem.

Esse único instante carrega consigo não só uma vontade momentânea mas, toda uma bagagem de sonhos, desejos, esforços, renúncias em prol de algo maior, algo que nos permitirá alcançar níveis maiores de felicidade que só são possíveis de serem vividas após a transposição desse momento. Quando isso não ocorre, o acúmulo de desejos pode se tornar um acúmulo de frustrações e arrependimentos que nos deixam ansiosos, tiram o sono e, nossa paz.

Como é de conhecimento de todos “UMA OPORTUNIDADE PERDIDA NUNCA VOLTA”. Aqui oportunidade pode ser o que a pessoa julgar melhor para si, a realização de um sonho, sensação de adrenalina ao extremo, uma felicidade sem tamanho, um objetivo maior do que todos. E ali, bem no canto está presente o risco máximo daquele instante, pronto para ser testado, passar por ele nos deixa mais perto do que tanto desejamos.

Autor: Rodrigo Azevedo da Costa

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